sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - LIÇÃO 02, O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO 08/01/2017


LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - LIÇÃO 02, O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO 08/01/2017


LIÇÃO 02, O PROPÓSITO DO FRUTO DO ESPÍRITO
08/01/2017

TEXTO ÁUREO
"Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento."
(Mt 3.8)

VERDADE PRÁTICA
Somente através de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a Deus.


LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 15.16
Fomos escolhidos e separados do mundo para dar fruto para Deus.
Terça - Gn 1.11
O fruto identifica a espécie a que pertence a árvore.
Quarta - Is 57.19
Louvor e adoração, o fruto dos lábios
Quinta - Fp 1.11
Frutos de justiça para o louvor de Deus
Sexta - Mt 3.10
A árvore que não produz bons frutos será cortada
Sábado - Mc 4.20
Os discípulos de Cristo produzem frutos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 7.13-20
13 - Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14 - E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
15 - Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.
16 - Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
17 - Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.
18 - Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons.
19 - Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
20 - Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

OBJETIVO GERAL
Compreender o real significado da frutificação espiritual.


HINOS SUGERIDOS: 83, 203, 252 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Mostrar que uma vida controlada pelo Espírito requer de nós um viver santo e uma verdadeira comunhão com Deus;
Saber que o Espírito Santo molda o nosso caráter para sermos como Cristo;
Apresentar o propósito do fruto e a necessidade de se ter uma vida produtiva.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, na lição de hoje estudaremos o propósito do fruto do Espírito. Este assunto é tão importante que o próprio Jesus reservou um tempo para ensinar a respeito da árvore e seus frutos, ou seja, cada árvore deve produzir frutos condizentes com sua espécie. Claramente Jesus buscava ensinar seus seguidores a terem cuidado com os ensinamentos que divergiam do seu: pelos frutos conhecemos aqueles que falam a verdade de Deus e aqueles falsos mestres enganadores. Hoje não é diferente. Devemos examinar não só as palavras dos mestres, mas também as suas atitudes. Da mesma maneira que existe uma relação entre as árvores e o tipo de fruto que produzem, aqueles que ensinam o que é correto têm um bom comportamento e um caráter elevado; procuram viver de acordo com as verdades das Escrituras. Cuide para que seus frutos sejam condizentes com seu ensino.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos o propósito do fruto do Espírito. Nas Escrituras Sagradas, o vocábulo fruto tem muitos significados que podem ser utilizados para designar nossas ações e motivos. Veremos que Jesus, nosso Salvador, morreu e ressuscitou para nos ensinar o valor de uma vida frutífera (Jo 12.24). Nós somos fruto do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, logo temos a responsabilidade de frutificar para a glória de Deus.

PONTO CENTRAL
Glorificamos a Deus quando produzimos frutos condizentes com a vida cristã.

I - A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO
1. O que significa ser controlado pelo Espírito? Significa ser cheio do Espírito Santo diariamente, não somente aos domingos (Ef 5.18). Se quisermos viver de modo a agradar a Deus e produzir frutos para a sua glória, precisamos cumprir o imperativo bíblico registrado em Efésios 5.18: "[...] Mas enchei-vos do Espírito". O verbo encher aqui remete também a ser controlado, dominado, de modo que a pessoa não tem mais vontade própria. Quando somos controlados pelo Espírito Santo, os nossos pensamentos, ações e vontades passam a ser conduzidos por Ele.  É lamentável, mas infelizmente muitos crentes não buscam mais o poder do Espírito Santo, pois estão mais preocupados com os bens desse mundo. Jesus nos advertiu a respeito de juntar tesouros na terra e não no céu (Mt 6.19,20).
2. Um viver santo. O Espírito Santo nos ajuda a ter uma compreensão melhor de Deus e do seu Reino. Ele deseja nos ensinar a viver em novidade de vida, em santidade, mesmo habitando em um mundo corrompido pelo pecado e dominado pelo Inimigo (1 Co 2.10-15). Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação; isso também ocorre com o crente (Ef 4.13). Esse nível de crescimento e maturação só pode ser alcançado com a ajuda e a ação do Espírito Santo. A vida frutífera é para os "maduros". Quando os anos passam e o crente não alcança a maturidade espiritual, ele se torna vulnerável ao pecado e a todo vento de doutrina, sendo enganado pela astúcia dos que alegam falar em nome de Deus (Ef 4.14).
3. A verdadeira comunhão. Você deseja ter uma vida de comunhão com Deus? Então invista tempo no seu relacionamento com Ele (Os 6.3). Ore,  jejue e adore ao Senhor. A comunhão com Deus vai gerar em nós frutos excelentes que evidenciarão que o Pai habita em nós. Jesus ordenou que seus discípulos fossem para Jerusalém para serem revestidos de poder (At 1.8). Ele sabia que, para dar continuidade à sua obra e produzir bons frutos, os discípulos precisariam desse revestimento de poder.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Uma vida controlada pelo Espírito produz em nós um viver santo e uma verdadeira comunhão com Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Em Efésios 4.17-5.20, Paulo estabeleceu o contraste entre o 'antes' e o 'depois' da vida dos crentes. Embriagar-se com vinho era associado com o antigo modo de vida e seus desejos egoístas, terminando, por fim, em contenda. Isto não tem lugar na vida dos crentes. Além do mais, de acordo com Paulo, nós não precisamos do álcool, pois podemos nos encher do Espírito, deixando que Ele nos controle. Paulo comparou a atitude de se embriagar com vinho, que faz com que uma pessoa desfrute um êxtase temporário, com o ser cheio do Espírito, que produz uma alegria permanente. O foco das palavras de Paulo aqui não é tanto a proibição contra a embriaguez, pois os crentes provavelmente já o haviam entendido, mas incitá-los a estarem continuamente cheios do Espírito e a viverem nEle. Todo mundo pode dizer quando uma pessoa está embriagada. Suas ações tornam isso óbvio. De maneira semelhante, a nossa vida deve estar tão completamente sob o controle do Espírito, que as nossas palavras e ações mostrem, sem qualquer dúvida, que estamos cheios da presença do Espírito Santo de Deus" (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. 1.ed.Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.345).

CONHEÇA MAIS
*Fruto
"O termo 'fruto' é frequentemente usado de forma simbólica. As crianças são mencionadas como frutos (Êx 21.22; Sl 21.10) em frases como 'o fruto do ventre' (Sl 127.3; Dt 7.13; Lc 1.42) e o 'fruto do corpo' (Sl 132.11; Mq 6.7). O louvor é poeticamente descrito como fruto dos lábios (Is 57.19; Hb 13.15), e as palavras de um homem são chamadas de 'fruto da boca' (Pv 12.14; 18.20).
O termo 'fruto' é aplicado às consequências das nossas ações e motivos: 'Comerão do fruto do seu caminho (ou procedimento)' (Pv 1.31; Is 3.10).  Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 824.

II - O FRUTO DO ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
1. O que é caráter? Segundo o Dicionário Houaiss, é a "qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole." Nossas ações e frutos identificam o caráter de Cristo em nós. Quem pela fé recebe a Jesus Cristo como Salvador passa por uma transformação interior,  recebendo uma nova vida, ou seja, uma nova maneira de pensar e agir (2 Co 5.17). O caráter de Cristo é evidenciado em nossas vidas por nossas ações.
2. Caráter gerado pelo Espírito Santo. O Senhor Jesus afirmou que o Espírito Santo habitaria em nós (Jo 14.17). Ele, em nós, faz com que a nossa natureza adâmica seja destronada. O velho "eu" morre, por isso,  temos condição de negarmos a nós mesmos (Mt 16.24). Precisamos ter consciência de  que o Espírito Santo trabalha em nós, não somente para nos conceder dons e talentos, mas para nos transformar. Infelizmente, muitos não dão lugar ao Espírito, impedindo que Ele os transforme. O Consolador trabalha em nós à medida que lhe permitirmos. Deixe o Consolador transformar todo o seu ser.
3. Um novo estilo de vida. Viver em novidade de vida não é fácil, pois o caminho que conduz a Jesus Cristo é  apertado e exige renúncia (Mt 7.14).  Infelizmente, muitos estão pregando um pseudoevangelho que não exige mais renúncia e nem mudança de vida. Não podemos concordar com os falsos ensinos e os falsos discursos que têm sido disseminados, em especial nas redes sociais. Jesus disse que os falsos profetas têm roupas de ovelhas, mas são harpagês, isto é, são como aves de rapina, logo precisamos ter cuidado (Mt 23.25). O alvo deles é destruir o rebanho do Senhor e impedir que venhamos alcançar a vida eterna. Muitos, sob a influência de Satanás, estão operando  sinais e prodígios, imitando as obras de Cristo, porém seus frutos revelam que não pertencem a Jesus Cristo.
Como identificar o crente autêntico? Ele pode ser identificado não por aquilo que possui, mas por aquilo que é. Suas ações precisam revelar que ele está em Jesus Cristo (Jo 15.4). Lembre-se: não se conhece uma árvore pelas folhas, mas sim pelos frutos.

SÍNTESE DO TÓPICO II
É através de suas ações que o cristão evidencia o caráter de Cristo em sua vida.


SUBSÍDIO DEVOCIONAL
"'Por seus frutos os conhecereis' (Mt 7.15-23)
Ao longo das Escrituras, o fruto é um símbolo da obra transformadora de Deus nos crentes (cf. Is 5.1-7; Jo 15.1-11; Gl 5.22,23). Embora o nosso relacionamento com Deus seja 'secreto', o produto desse relacionamento é altamente visível! Mas aqui Jesus falou de reconhecer os falsos profetas pelo fruto amargo. Ele não sugeriu que começássemos a apertar o fruto dos crentes para ver se era bom! Talvez a razão seja o fato de que o bom fruto precisa de tempo para amadurecer. A vida cristã produzirá bons frutos - mas levará algum tempo para que esses frutos amadureçam. Devemos dar aos outros - e a nós mesmos - o tempo necessário para que o fruto de Deus amadureça, em vez de exigir evidências imediatas da sua obra em nossa vida" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 561).

III - TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS
1. O propósito do fruto. Você não foi salvo para somente frequentar a igreja, mas para revelar Cristo ao mundo por intermédio de um viver santo, justo, em meio a uma sociedade comprometida pelo  pecado (Fp 2.15). Fomos "retirados" do mundo para que sejamos testemunhas (Is 43.10). Você foi chamado para ser "luz" do mundo e "sal" da terra (Mt 5.14,15). Porém, não adianta pregar o Evangelho de Cristo e não viver segundo os princípios do Reino (Mt 5. 1-12). Você precisa viver aquilo que prega e ensina se deseja uma vida e ministério frutíferos.
2. Uma vida produtiva. O crente precisa ter uma vida espiritual frutífera para que não seja arrancado, ceifado (Jo 15.2). Quando um galho é cortado e não é imediatamente enxertado, ou replantado, seca e morre. Você tem produzido frutos ou sua vida está como um galho seco? Nossos frutos revelam que pertencemos a Cristo e o quanto aprendemos com o Ele (Lc 6.40; Jo 15.8).
3. O que fazer para manter a produtividade? Um bom agricultor se preocupa com o plantio, com o cultivo e com a produção de fruto. Para que a lavoura tenha um bom desenvolvimento, o agricultor precisa adubar a terra, regar as sementes e retirar as ervas daninhas. É preciso investimento financeiro e muito trabalho. Nós também temos um Pai que cuida de nós para que venhamos a frutificar (Jo 15.1-5). Isso significa que algumas vezes somos "podados", ou seja, passamos por aflições e dificuldades. As aflições não são para nos destruir, mas contribuem para que venhamos nos tornar pessoas mais fortes, capazes de produzir frutos em abundância.

SÍNTESE DO TÓPICO III
O cristão deve frutificar sempre a fim de ter uma vida que glorifique a Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A frutificação espiritual segue o mesmo princípio da frutificação que está revelado no primeiro capítulo de Gênesis (Gn 1.11). 'João Batista, precursor do Messias, exigiu dos seus convertidos: 'Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento' (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio deixando claro aos seus seguidores que para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente e do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação. É também o que ocorre no reino espiritual, na vida do crente, na Igreja, para que haja em todos nós fruto abundante para Deus" (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 1.ed.Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 17).

CONCLUSÃO
 Precisamos ter uma vida frutífera e para isso precisamos estar ligados à Videira. O propósito dos frutos é glorificar ao Pai: "Nisto é glorificado meu Pai; que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos"(Jo 15.8). Busque ter um relacionamento pessoal com Cristo, seja cheio do Espírito Santo e produza muitos frutos para a glória de Deus.

PARA REFLETIR
A respeito do propósito do fruto do Espírito, responda:

1-O que significa ser controlado pelo Espírito Santo?
Significa ser cheio do Espírito Santo diariamente.

2-Segundo a lição, o que é necessário para que a planta produza frutos?
Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação.

3-O que os discípulos precisavam para produzir bons frutos e dar continuidade a obra de Jesus?
Os discípulos precisariam ser revestidos de poder.

4-Como podemos identificar uma árvore?
Através dos seus frutos.

5-O que é caráter?
Segundo o Dicionário Houaiss, é a "qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole."

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p. 37.  Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

TEOLOGIA DO NOVO NASCIMENTO
Esta obra oferece uma nova percepção e compreensão da disciplina teológica.

LÉXICO GREGO DO NOVO NASCIMENTO
Para se estudar uma língua de maneira crítica e filológica deve-se seguir a trajetória de uma palavra.

GUIA DO LEITOR DA BÍBLIA
Um guia com informações e análise de cada capítulo da Bíblia.

domingo, 25 de dezembro de 2016

LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS - A ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA IGREJA 1º TRIMESTRE 2017



LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS - A ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DA IGREJA 1º TRIMESTRE 2017

LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS 1º TRIMESTRE 2017

A ORIGEM E DESENVOLVIMENTO
DA IGREJA

TEXTO DO DIA
"Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."
(1 Co 3.11)

SÍNTESE
A Igreja foi fundada pelo Senhor Jesus Cristo
para expandir o Reino de Deus na Terra.

SEGUNDA - At 12.5
A igreja que ora
TERÇA - 2 TS 1.4
A igreja suporta as aflições
QUARTA - At 20.28
A igreja deve ser apascentada
QUINTA - Ef 5.29
Jesus sustenta sua igreja
SEXTA - 1 Co 10.32
Tendo um comportamento digno da igreja
QUARTA - At 20.28
A igreja deve ser apascentada
SÁBADO - Ap 3.22
Ouça o que o Espírito diz às igrejas

OBJETIVOS

ENFATIZAR a importância de conhecermos o que a Bíblia afirma a respeito da Igreja de Cristo;
APRESENTAR Cristo como o único fundamento sólido onde a Igreja está edificada;
EXPLICAR que a experiência do Pentecostes é uma promessa que está disponível também aos crentes dos dias atuais.

INTERAÇÃO
Caro professor, neste trimestre estudaremos a respeito do estabelecimento da Igreja de Cristo na terra, seu propósito de existência e a forma como é organizada. Estudar a respeito de sua estrutura é tão importante quanto conhecer as suas doutrinas. Você terá a oportunidade de discutir com os jovens a respeito da importância de fazermos parte dela. Saber qual é o seu real significado e os valores que regem o funcionamento dessa instituição a qual pertencemos é fundamental para respondermos aqueles que criticam a influência da Igreja na sociedade. É importante salientar que a igreja está alicerçada sobre o fundamento dos profetas e dos apóstolos que afirmaram ser Cristo a principal pedra de esquina. Todos os crentes em Cristo recebem a incumbência de anunciar o Evangelho a todas as pessoas a fim de que se convertam e alcancem a salvação. O comentarista deste trimestre é o pastor Alexandre Coelho, Gerente de Publicações da CPAD, autor, conferencista e professor da FAECAD. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICAS
O assunto da aula de hoje é importante para que os seus alunos saibam como responder aqueles que lhes questionarem qual a razão de fazerem parte dessa instituição que é tão especial, a Igreja.
Converse com seus alunos e pergunte se tiveram a experiência de serem contestados na faculdade ou no trabalho acerca da sua fé e como reagiram. Explique que temos uma grande responsabilidade que nos foi dada pelo Senhor Jesus Cristo: anunciar o Evangelho a todas as pessoas. Tal missão não se resume somente em anunciar a mensagem de salvação aos descrentes, mas também, como Igreja de Cristo, demonstrar com um bom testemunho cristão a veracidade das Escrituras Sagradas.
No tópico III, converse com os alunos a respeito da importância de recebermos o Batismo com o Espírito Santo que é o revestimento de poder para cumprirmos a missão que nos foi designada. 

TEXTO BÍBLICO
Mateus 16.13-19 

13 E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? 
14 E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas. 
15 Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? 
16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. 
17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 
18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Atos 20.28
28 Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Muito tem se falado, em nossos dias, a respeito da Igreja de Jesus Cristo. Existem várias indagações a respeito da Igreja, como por exemplo: "Qual sua origem, para que foi criada, quem são os seus membros, como deve ser liderada e que tipo de culto deve prestar a Deus."  Estas indagações são comumente feitas por cristãos e não cristãos. Nesta lição, trataremos da origem da Igreja, de seu fundamento e de como Deus, por intermédio do Espírito Santo, capacita os crentes no serviço divino.  Veremos também a importância de se estudar sobre a doutrina da Igreja de Jesus, pois fazemos parte dela e devemos, neste mundo, zelar pelo bom andamento da obra de Deus. 

I - POR QUE ESTUDAR A RESPEITO DA IGREJA?
1. As Escrituras falam da Igreja. O primeiro motivo pelo qual devemos estudar sobre a doutrina da Igreja é porque o Novo Testamento fala a  respeito dela. Dos 27 livros do Novo Testamento, os quatro evangelhos mostram o fundador da Igreja, Jesus Cristo.  Atos mostra como a Igreja nasceu e como foi se desenvolvendo. As Cartas Paulinas foram escritas a igrejas locais, e as pastorais, escritas a pastores de igrejas. As Cartas Gerais também foram escritas à igrejas, e o Apocalipse apresenta igrejas recebendo orientações de Jesus. Temos, portanto, um excelente e farto material escrito a respeito da Igreja de Jesus Cristo. Isso deve chamar a nossa atenção para a importância dessa doutrina, pois a Bíblia confere valor a ela.
2. Porque conhecer a doutrina da Igreja é tão importante quanto as outras doutrinas. Não raro, muitas pessoas deixam de estudar sobre a Igreja, porque acreditam que conhecem profundamente a sua estrutura, e por estarem perfeitamente ambientados à igreja local, aos horários de cultos e atividades de que participam. Na verdade, estudar a respeito da Igreja requer de nós atenção especial. A Bíblia nos diz que Deus enviou Jesus para que o homem experimentasse a salvação e o perdão de seus pecados. E em nossos dias, fazemos parte da Igreja, que é guiada pelo Espírito Santo, que nos prepara para a Vinda de Cristo.
3. Porque fazemos parte dela. Outro motivo pelo qual devemos estudar sobre a Igreja é porque fazemos parte dela. Quando conhecemos bem uma instituição com que nos identificamos ou porque dela participamos, como uma empresa, uma força armada, uma escola ou universidade, temos menos dificuldades para explicar a outras pessoas a respeito dessas instituições. Da mesma forma ocorre em relação à Igreja. Se a conhecemos bem, podemos defendê-la de ataques e críticas de pessoas que não a conhecem. 

PENSE
Estudar a doutrina da Igreja é tão importante quanto estudar e conhecer as demais doutrinas bíblicas, pois nós participamos fisicamente dessa doutrina e dessa instituição.


PONTO IMPORTANTE
Quando conhecemos a Igreja, tanto como doutrina quanto como instituição, temos mais condições de apresentá-la, explicá-la e defendê-la de ataques.


II - A IGREJA E SEU FUNDAMENTO - JESUS
1. A importância de um fundamento sólido. Quando se fala sobre uma edificação, geralmente o que nos salta aos olhos é o que vemos de sua estrutura: o acabamento, a pintura, a decoração com que os cômodos foram arrumados. Entretanto, o mais importante não é nenhum desses itens. Estes servem para adornar o local, mas o que tem maior importância em uma edificação é justamente o que não vemos, ou seja, o fundamento. Sem uma base sólida, nenhuma construção pode estar de pé. Uma casa pode até estar bem decorada, mas se não estiver bem fundamentada, ela corre o risco de desmoronar, trazendo sérios prejuízos físicos e financeiros a quem nela está residindo. 
Da mesma forma como uma casa, a Igreja precisa de um fundamento sólido, e esse fundamento é o próprio Senhor Jesus Cristo.
2. Jesus, o fundamento da Igreja. Jesus Cristo é apresentado como sendo o fundamento da Igreja. Foi Ele quem morreu por ela, derramando o seu sangue, e não qualquer outro homem. Paulo fala aos efésios que fomos "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Ef 2.20), e aos Coríntios lembra que "beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" (1 Co 10.4). A Bíblia, então, não deixa dúvidas de que Jesus é o fundamento de sua Igreja. Jesus é o único fundador da Igreja. Ele amou a Igreja a ponto de entregar sua própria vida por ela, para que pudesse existir.  
3. Pedro seria o fundamento da Igreja? Há quem creia que a Igreja de Jesus Cristo está fundada no apóstolo Pedro. Este homem teve grande importância na história da Igreja, mas não foi ele quem a fundou. Reconhecendo Jesus como sendo o único fundamento da Igreja, Paulo diz que "[...] ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). E o próprio apóstolo Pedro declara que Jesus é a "pedra", ou seja, a base de uma construção sólida, a Igreja (At 4.11). Pedro não fundou a Igreja do Senhor. Ele foi um homem muito usado por Deus, e por meio dele muito foi feito pelo Evangelho, mas da mesma forma que outros homens, Pedro precisou de salvação, foi cheio do Espírito de Deus e pregou o Evangelho em Jerusalém com ímpeto, mas nunca se declarou como a base na qual a Igreja de Jesus Cristo está fundada.

PENSE
Sem uma base sólida, nenhuma instituição ou construção consegue se manter de pé. Por isso, o fundamento é tão importante.


PONTO IMPORTANTE
Pedro foi considerado uma das colunas da Igreja, da mesma forma que Tiago e João (Gl 2.9), mas não eram eles o fundamento da Igreja, e sim o próprio Jesus Cristo.


III - A IGREJA NO DIA DE PENTECOSTES

1. O que foi o Pentecostes? A expressão Pentecostes é oriunda da língua grega e significa "quinquagésimo". O Pentecostes era uma festa celebrada cinquenta dias após a Festa dos Tabernáculos, sendo, com a Festa da Páscoa, as três celebrações prescritas em Êxodo 23.14-17. A ordem dessas celebrações era: primeiro a Festa da Páscoa, depois a Festa dos Tabernáculos e finalmente a de Pentecostes. Foi justamente por ocasião dessa data, a Festa de Pentecostes, que Deus revestiu com o poder do Espírito Santo os primeiros crentes em Jerusalém. Naquela festa, especificamente, havia em Jerusalém muitos judeus que residiam em outros países,  e justamente essas pessoas ouviram os galileus falando das grandezes de Deus nas línguas daqueles visitantes. 
2. O que ocorreu no dia de Pentecostes segundo Atos 2? Nesse dia, os cristãos estavam reunidos no cenáculo, em oração, como já tinham o hábito de fazer (At 1.13,15), quando foram cheios do Espírito Santo e falaram em outras línguas. Observe que esses crentes já criam em Jesus, oravam e tinham comunhão uns com os outros, mas não tinham sido ainda revestidos de poder para serem testemunhas de Jesus às nações. Além de falarem em outras línguas, conforme o Espírito de Deus lhes concedia que falassem, eles passaram a falar de Jesus sem medo, e muitos milagres e prodígios se seguiam, corroborando a mensagem da Salvação com poder, pois Jesus estava com eles. 
3. O Pentecostes pode ser experimentado em nossos dias? Esse mesmo poder está disponível em nossos dias aos que creem nessa promessa de Jesus. Não falamos do Pentecostes como festa judaica celebrada 50 dias após a Festa dos Tabernáculos, e sim da experiência que tiveram os primeiros cristãos. Há grupos teológicos que interpretam o texto de Atos 2 como sendo meramente histórico, ou seja, sem caráter prescritivo. Essa linha teológica não acredita na contemporaneidade dos dons, seja por um equívoco na interpretação dos textos bíblicos, seja pela pura falta dessa experiência com Deus. 
A Bíblia não nos permite interpretar Atos dos Apóstolos como sendo um texto meramente histórico, ou seja, que não deve ser entendido como válido para os nossos dias. Atos fala de pessoas se reunindo para orar, curando enfermos, expulsando demônios, evangelizando e ganhando almas para Jesus, fundando igrejas e fazendo conhecido o nome do Senhor. Entendemos que essas práticas jamais foram deixadas de lado, mesmo por aqueles que interpretam Atos como sendo um livro meramente histórico.  
Jesus continua batizando seu povo com seu Espírito Santo, revestindo-os de poder. Ele distribui dons para a Igreja, opera com poder, milagres, salva pecadores e faz com que pessoas mudem radicalmente suas vidas por intermédio do novo nascimento. O Pentecostes é para hoje, e em nenhum texto na Bíbia Sagrada Jesus ou seus discípulos disseram que a experiência pentecostal seria apenas para o primeiro século.  

PENSE
Dizer que o livro de Atos tem caráter meramente descritivo reduz esse livro da Bíblia a um mero ajuntamento de textos históricos sem validade doutrinária para os nossos dias.


PONTO IMPORTANTE
Não há nenhum texto na Bíblia que diga que os dons espirituais foram somente para os dias dos apóstolos. Essa é uma interpretação pautada no pensamento humano, mas não tem base na Palavra de Deus.


SUBSÍDIO

"O Evangelho de Lucas enfatiza o ministério do Espírito Santo na vida de Cristo. Em Atos, Lucas deixa claro o papel do Espírito Santo no crescimento e no desenvolvimento da jovem igreja cristã. Atos insiste frequentemente na tese dos 'Atos do Espírito Santo' por meio dos apóstolos e não nos 'Atos dos Apóstolos'. O Espírito Santo é mencionado em Atos 1-2, 4-11, 13, 15-16, 19-21 e 28.
O evento previsto para 'não muito depois destes dias', é descrito em Atos 2, mas não está definido no capítulo. Por isso, o Pentecostes, quando o espírito Santo desceu pela primeira vez sobre os discípulos, é geralmente conhecido como a 'data de nascimento da igreja'.
A expectativa dos discípulos era de que Jesus estabelecesse imediatamente seu reino terreno previsto pelos profetas. Cristo não nega a visão dos profetas. Antes, redireciona sua atenção. Deus cumprirá suas promessas, constantes no Antigo Testamento, na ocasião que lhe parecer oportuna. Os discípulos deveriam se dedicar à apresentação de Cristo ao mundo" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 708).


ESTANTE DO PROFESSOR
Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. 


CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos que Jesus é o fundamento de sua Igreja. Cremos que a Igreja não foi fundada por nenhum homem ou apóstolo, e sim pelo próprio Cristo. Grandes homens do Novo Testamento foram importantes para dar prosseguimento ao plano de Deus, mas não foram eles os fundadores da Igreja de Cristo. E por meio de sua Igreja, Jesus provê o alimento espiritual e comunhão para todos os salvos, manifesta sua vontade e oferece a salvação para aqueles que carecem dela. 

HORA DA REVISÃO

1- Qual o primeiro motivo pelo o qual devemos estudar a respeito da Igreja?
Porque as Escrituras Sagradas falam sobre ela.

2- Qual é o fundamento da Igreja?
Jesus Cristo é apresentado como sendo o fundamento da Igreja.

3- O que significa a expressão Pentecostes?
A expressão Pentecostes é oriunda da língua grega e significa "quinquagésimo". O pentecostes era uma festa celebrada cinquenta dias após a Festa dos Tabernáculos.

4- Segundo Atos 2 o que ocorreu no dia de Pentecostes?
Nesse dia, os cristãos estavam reunidos no cenáculo, em oração, quando foram cheios do Espírito Santo e falaram em outras línguas.

5-O Pentecostes pode ser experimentado em nossos dias? 
Esse mesmo poder está disponível em nossos dias aos que creem nessa promessa de Jesus.

LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO 1º TRIMESTRE 2017


LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO 1º TRIMESTRE 2017
LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS 1º TRIMESTRE 2017
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

TEXTO ÁUREO
"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne."
(Gl 5.16)

VERDADE PRÁTICA
Para vencer as obras da carne precisamos andar em Espírito.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Rm 8.4
O crente não pode mais andar segundo a carne, mas segundo o Espírito
Terça – Ef 5.18
Para vencermos as obras da carne precisamos ser cheios do Espírito
Quarta – Rm 8.1,2
Não existe condenação para aqueles que estão em Cristo
Quinta – Gl 5.25
Precisamos andar e viver no Espírito
Sexta – Gl 5.21
Os que andam segundo a carne não herdarão o Reino de Deus
Sábado – Gl 5.24
Os que são de Cristo precisam crucifi car a carne

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gálatas 5.16-26

16 - Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 - Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.
18 - Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 - Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
20 - idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 - invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
22 - Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
23 - Contra essas coisas não há lei.
24 - E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
25 - Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
26 - Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.


OBJETIVO GERAL
Mostrar que as obras da carne só podem ser vencidas mediante o Espírito Santo.

HINOS SUGERIDOS: 75, 354, 440 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Explicar o que é carne e espírito no contexto bíblico;
Saber que ou o crente vive de acordo com a carne, ou de acordo com o Espírito;
Entender que o verdadeiro cristão é reconhecido pelo seu caráter e suas ações.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, mais um ano se inicia para a glória do Senhor! Anelamos pelo glorioso dia em que O veremos face a face no seu Reino de Glória! Você está preparado? Sua classe está preparada? Enquanto vivemos neste mundo, devemos a cada dia aperfeiçoar as nossas vidas para estarmos mais perto do céu. Neste trimestre, teremos a oportunidade de nos aprofundar num assunto que nunca se esgota: obras da carne versus fruto do Espírito.
O comentarista do trimestre é o pastor Osiel Gomes - escritor, conferencista, bacharel em Teologia, Direito e graduado em Filosofia; líder da AD em Tirirical, São Luís - Maranhão.
As lições que serão estudadas servirão de despertamento para os crentes a fim de que possamos alimentar, em nossas vidas, o fruto do Espírito e não ceder às obras da carne.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a respeito das obras da carne e o fruto do Espírito. Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo, de maneira brilhante e contundente, trata do assunto, mostrando o embate existente entre a carne e o Espírito. Ele faz uma exposição da luta que se inicia, internamente, quando aceitamos Jesus como Salvador e procuramos viver segundo a sua vontade. Como poderemos vencer esse embate entre a carne e o Espírito? Veremos que não é possível vencer a natureza carnal mediante o autoflagelo. Para vencermos as obras da carne, precisamos, em primeiro lugar, deixar-nos dominar pelo Espírito Santo de Deus. É preciso ser cheio do Espírito Santo diariamente (Ef 5.18). Se o crente tiver uma vida controlada pelo Consolador, terá plena condição de resistir à sua natureza pecaminosa. Se permitirmos que o Espírito nos domine e nos guie vamos então produzir o fruto que nos leva a agir como discípulos de Cristo (Gl 5.16).

PONTO CENTRAL
O cristão deve andar em Espírito para vencer as obras da carne, pois sozinho jamais conseguirá.


I - ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO
1. O que é a carne? Dentro do contexto neotestamentário, o vocábulo carne é sarx. Essa palavra é utilizada para designar a natureza adâmica que domina o velho homem e o leva a praticar as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21. Edward Robinson, no seu dicionário de grego do Novo Testamento, utiliza a palavra sarx para descrever  a natureza exterior que difere do homem interior (Lc 24.39). A palavra carne, no aspecto teológico, denota a fragilidade humana e a sua tendência ao pecado. Ela é a sede dos apetites carnais (Mt 26.41). O homem somente poderá viver  em  novidade de vida e no poder do Espírito Santo se, pela fé, receber Jesus Cristo como Salvador.

 Homem algum tem o poder de controlar ou transformar a natureza de outra pessoa, somente Deus tem esse poder.

2. O que é o espírito? A palavra espírito no grego é pneuma. Esse termo significa sopro, vento, respiração e princípio da vida. Esse vocábulo também descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por Deus (Gn 2.7). Logo, percebemos que esta palavra tem diferentes significados, e segundo o pastor Claudionor de Andrade, o seu significado teológico vai muito além: "Espírito é a parte imaterial que Deus insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida". Essa palavra também é aplicada, no Evangelho de João, em referência a Deus (Jo 4.24). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é identificada no Novo Testamento como o Espírito Santo (Lc 4.1; Hb 3.7), e, uma vez mais é importante frisar que  o Espírito Santo é uma pessoa.
3. Andar na carne x andar no Espírito. Paulo adverte os crentes mostrando que os que vivem segundo a carne, ou seja, uma vida dominada pelo pecado, jamais agradarão a Deus: "Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus"(Rm 8.8). O viver na carne opera morte (espiritual e física), mas o viver no Espírito conduz o crente à felicidade, à vida eterna (Rm 8.11; 1 Co 6.14). Paulo foi enfático ao afirmar: "Andai em Espírito" (Gl 5.16). O Espírito Santo nos ajuda a viver em santidade e de maneira que o nome do Senhor seja exaltado. Sem Ele não poderíamos agradar a Deus. Quem pode nos ajudar e nos conduzir de modo a agradar a Deus? Somente o Espírito Santo. O doutor Stanley Horton diz que andar no Espírito e ser guiado por Ele significa obter vitória sobre os desejos e os impulsos carnais. Significa desenvolver o fruto do Espírito, o melhor antídoto às concupiscências carnais. Jamais tente viver a vida cristã pelos seus próprios esforços, tomando atalhos, buscando desvios, mas renda-se constantemente ao Espírito Santo, pois Ele lhe ensinará a maneira certa de viver a vida cristã.
Quando o Espírito Santo tem o controle do nosso espírito, Ele faz com que o nosso homem interior tenha forças e condições para opor-se às obras da carne. Andar na carne, ou seja, ser dominado pela velha natureza adâmica, leva a pessoa a portar-se de modo pecaminoso. Infelizmente, muitos crentes, como os de Corinto,  estão se deixando dominar pelas obras da carne (1 Co 3.3).


SÍNTESE DO TÓPICO I
A diferença entre a carne e o espírito, é que a carne foge de Deus e o espírito tem sede do Senhor.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Professor, elabore um cartaz de acordo com o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um contraponto Espírito x Natureza pecadora.
"Ao descrever este conjunto de opostos, Paulo nos lembra de verdades vitais e maravilhosas. O que não conseguimos fazer, Deus consegue e fará, tanto em nós quanto para nós. Nunca nos tornaremos as pessoas verdadeiramente boas que desejamos ser, tentando obedecer à Lei de Deus. Mas, nos tornaremos gradativamente mais justos à medida que confiarmos no Espírito de Deus para nos orientar e capacitar" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 414).

Extraído do livro Comentário Histórico-cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 414.

CONHEÇA MAIS
*"O Espírito... contra a carne (Gl 5.17)
O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da 'carne', o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do Espírito Santo, continuando o crente sob o senhorio de Cristo (Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com Cristo (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11)." Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1801.

 A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do Espírito Santo é maior.

II - OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO 
1. A cobiça. Quem anda no Espírito resiste às obras da carne, pois  somente cheios dEle teremos condições de viver de modo a exaltar e a glorificar o nome do Senhor. Quem de fato deve controlar a vida do crente é o Espírito Santo. Homem algum tem o poder de controlar ou transformar a natureza de outra pessoa, somente Deus tem esse poder. A natureza pecaminosa nos incentiva a viver em concupiscência, luxúria, desejos descontrolados e paixões impuras (2 Pe 2.10). A Bíblia nos ensina que a concupiscência da carne não procede de Deus (1 Jo 2.16). Eva cobiçou o fruto da árvore que Deus havia ordenado que não comesse. Seu desejo trouxe terríveis consequências para sua vida e para a humanidade (Gn 3.6). A cobiça de Acã o levou à morte (Js 7.21). Portanto, não permita que o desejo da carne, da velha natureza,  domine você. Atente para o que Paulo ensinou às igrejas da Gálacia a respeito da cobiça da carne contra o Espírito (Gl 5.17). Os desejos da carne serão sempre contrários à vontade de Deus.
2. A oposição da carne. O seu espírito deseja orar, jejuar e buscar a Deus, mas a sua carne vai preferir ver televisão, comer bem e ficar no conforto da sua casa. Precisamos ter cuidado, pois a oposição da carne contra o Espírito é algo contínuo. Essa oposição somente será vencida se procurarmos viver cheios do Espírito Santo.  A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do Espírito Santo é maior, porém o embate entre a carne e o Espírito vai perdurar até o dia que receberemos do Senhor um corpo glorificado (Fp 3.21).
O crente que realmente deseja fazer oposição às obras da carne precisa andar pelo Espírito, porque Ele não deixa que as paixões infames o domine. Para o crente existem duas maneiras pelas quais ele pode  viver: na carne ou no Espírito. Ou você serve a Deus e permite que Ele domine sua natureza adâmica ou vive na prática das obras da carne. O que você escolhe?
 O Espírito Santo desenvolve o seu fruto em nós à medida que nos aproximamos de Deus e procuramos ter uma vida de comunhão e santidade.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A carne não tem mais poder sobre o crente quando este entrega a direção da sua vida ao Espírito Santo.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL
"Não cumprireis a concupiscência da carne
Quando nos tornamos crentes, a nossa natureza pecadora continua existindo. Mas Deus nos pede que coloquemos a nossa natureza pecadora sob o controle do Espírito Santo de modo que Ele possa transformá-la. Este é um processo sobrenatural. Nunca devemos subestimar o poder da nossa natureza pecadora, e nunca devemos tentar combatê-la com as nossas próprias forças. Satanás é um tentador ardiloso, e nós temos uma capacidade ilimitada de inventar desculpas. Em lugar de tentar superar o pecado com a nossa própria força de vontade, devemos aproveitar o tremendo poder de Cristo. Deus permite a vitória sobre a nossa natureza pecadora - Ele envia o Espírito Santo para residir em nós e nos capacitar. Mas a nossa capacidade de resistir aos desejos da natureza pecadora irá depender do quanto estamos dispostos a 'viver de acordo' com o Espírito Santo. Para cada crente, este processo diário requer decisões constantes" (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 294).


III - FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
1. O que é o fruto do Espírito? Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, "o fruto do Espírito são os hábitos e princípios misericordiosos que o Espírito Santo produz em cada cristão". Esses hábitos e princípios são o resultado de uma vida de comunhão com Deus. De acordo com Romanos 6.22, depois de liberto do pecado, o crente precisa desenvolver o fruto do Espírito. Os dons espirituais são dádivas divinas, mas o fruto precisa ser desenvolvido, cultivado. O Espírito Santo desenvolve o seu fruto em nós à medida que nos aproximamos de Deus e procuramos ter uma vida de comunhão e santidade.
2. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade. Quando vivíamos no pecado, nossos frutos, ações, eram as obras da carne, mas libertos do seu poder e domínio, tendo uma nova natureza implantada em nosso ser, nos tornamos uma pessoa melhor. João Batista falou a respeito da importância de produzirmos frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). João estava dizendo que o arrependimento genuíno será acompanhado pelo fruto da justiça. O arrependimento genuíno é evidenciado pelos nossos frutos, ou seja, nossas ações. Como conhecemos uma árvore? Por seus frutos. Logo, o verdadeiro crente é reconhecido por seu caráter e suas ações.
3. A santidade que o Espírito Santo gera em nós. O Espírito Santo nos molda e nos ensina o que é certo e o que é errado à medida que buscamos a Deus em oração, leitura da Palavra e jejuns. Por meio da Palavra de Deus, o Espírito Santo vai trabalhando paulatinamente em nós, até que alcancemos a estatura de homem perfeito (Ef 4.13). Quando deixamos de ser meninos, estamos prontos para produzir bons frutos (Lc 8.8). O crente precisa andar em novidade de vida, em santidade. Segundo os pressupostos bíblicos, a santificação do crente é:
a) Posicional. Quando, por meio da fé, aceitamos Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, nossos pecados são apagados, recebemos o perdão divino e passamos a desfrutar de uma nova vida em Cristo (2 Co 5.17). A natureza adâmica já não tem mais domínio sobre nós, e por meio da ação do Espírito Santo podemos experimentar o novo nascimento (Jo 3.3). Mediante a fé passamos a desfrutar de uma nova posição espiritual em Jesus Cristo.
b) Progressiva. A santificação é um processo que vai se desenvolvendo ao longo da nossa vida. Depois do novo nascimento, o crente precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus (1Pe 3.18). A santificação é gradual, progressiva e nos leva para mais perto de Deus.

 Quando deixamos de ser meninos, estamos prontos para produzir bons frutos.

c) Final. Em Filipenses 3.12.13, Paulo mostra que ele estava buscando uma transformação maior e final. Essa transformação somente acontecerá quando recebermos um corpo glorificado e nos tornarmos semelhantes a Jesus (1 Jo 3.2).


SÍNTESE DO TÓPICO III
O fruto do Espírito produz a santificação na vida do crente que se manifesta de forma posicional, progressiva e final.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16)
O texto original apresenta 'andai (peripateite) em Espírito'. Esta frase reflete uma expressão idiomática comum em hebraico, na qual 'andar' significa 'conduzir a própria vida'.
Os judaizantes disseram aos gálatas que conduzissem as suas vidas observando a Lei. Mas Paulo argumentou que a lei não tem papel algum na vida do cristão. A pessoa que procura ser 'justificada pela lei' (5.4) cai da graça, e se separa de Cristo como a fonte da vida justa.
Em Romanos 7.4-6, Paulo vai ainda mais adiante, e diz que a natureza pecadora (sarx, a carne) na verdade é energizada (ou estimulada) pela Lei.
Então, o que o cristão deve fazer? O cristão deve conduzir sua vida observando não a Lei, mas o Espírito de Deus. Pois, Paulo promete, a pessoa que olhar para o Espírito (confiar nEle) 'não cumprirá a concupiscência da carne [sarx]'" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 412).


CONCLUSÃO
O mundo pode estar em crise, mas o Reino dos Céus não. O Senhor é soberano e não perdeu o controle da situação. O governo está em suas mãos. O Dia do Senhor virá e os justos e ímpios terão a sua recompensa. Não desanime. Confie, pois em breve o Senhor virá em nosso socorro


PARA REFLETIR
A respeito das obras da carne e o fruto do Espírito, responda:

De acordo com a lição, defina carne.
Essa palavra é utilizada para designar a natureza adâmica que domina o velho homem e o leva a praticar as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21.

O que é o espírito?
Esse termo significa sopro, vento, respiração e princípio da vida. Esse vocábulo também descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por Deus (Gn 2.7).

Quais são as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21?
Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias.

Segundo Gálatas 5.22, relacione o fruto do Espírito.
Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Segundo os pressupostos bíblicos, quais são os três tipos de santificação?
Posicional, progressiva e final.


CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p. 36. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - LIÇÃO 04, A PROVISÃO DE DEUS NO MONTE DO SACRIFÍCIO 4º TRIMESTRE 2016

LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - LIÇÃO 04, A PROVISÃO DE DEUS NO MONTE DO SACRIFÍCIO 4º TRIMESTRE 2016
LIÇÃO 04, A PROVISÃO DE DEUS NO MONTE DO SACRIFÍCIO 23/10/2016

TEXTO ÁUREO
"E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos." (Gn 22.8)
VERDADE PRÁTICA
A declaração de Abraão se cumpriu plenamente quando Cristo morreu na cruz para perdão dos nossos pecados.


LEITUTA DIÁRIA
Segunda - Gn 22.3: A obediência de Abraão e a provisão no monte do sacrifício
Terça - Gn 22.6: Um altar é erguido no monte do sacrifício
Quarta - Hb 11.18: A fé do patriarca e a provisão no monte do sacrifício
Quinta - Gn 22.9: A obediência do filho e a provisão no monte do sacrifício
Sexta - Gn 22.13,14: O cordeiro substituto no monte do sacrifício
Sábado - Gn 22.17: A bênção de Deus no monte do sacrifício

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 22.1-3
1 - E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
2 - E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
3 - Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
OBJETIVO GERAL
Ressaltar a provisão de Deus no monte do sacrifício.
HINOS SUGERIDOS: 57, 140, 306 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I.      Mostrar que é necessário ter fé para subir ao monte do sacrifício;
II.     Compreender que a fé de Abraão o fez vencer a provação no monte do sacrifício;
III.    Explicar que Jesus é o Cordeiro de Deus que subiu ao monte do sacrifício por amor a nós.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, estudaremos a respeito da prova mais difícil enfrentada pelo patriarca Abraão. Ele durante anos enfrentou a crise da esterilidade de sua esposa e teve que esperar anos até que se cumprisse a promessa do seu herdeiro. O Deus que lhe deu de forma milagrosa um filho, seu único herdeiro, pede para que esse filho seja oferecido em sacrifício. Isso nos mostra que embora o Senhor nos ame, Ele também nos prova. Abraão foi provado e revelou o quanto amava a Deus. O Senhor era mais importante para ele do que o seu Isaque. Nunca permita que nada ocupe o lugar de Deus em seu coração.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a respeito do teste mais difícil que Abraão poderia experimentar. Veremos também que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu em nosso lugar para a nossa salvação.
Deus estava provando a fé de Abraão, bem como o seu amor e fidelidade. Em meio à provação, Abraão não duvidou do poder sustentador de Jeová-Jirê, o Deus que provê. O Senhor pediu que Abraão sacrificasse o seu único filho, o filho da promessa. Pela fé, Abraão obedeceu à ordem de Deus indo ao lugar do sacrifício com seu filho Isaque.

PONTO CENTRAL
Pela fé Abraão pôde ver a provisão de Deus no monte do sacrifício.

I - FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO
1. Abraão é provado.
Abraão faz parte da galeria dos heróis da fé (Hb 11). Ele é conhecido como o "pai da fé". A prova a que Abraão fora submetido parece um paradoxo diante do Deus amoroso, justo e que jamais aceitaria um sacrifício humano. Deus pediu a Abraão algo fora do comum, visto que sacrifícios humanos eram praticados nas religiões pagãs. Mas o desafio foi feito e Abraão teria de provar sua lealdade e seu amor ao Senhor.

Em outras ocasiões Abraão falhou como homem e desobedeceu a Deus, mas Ele não o abandonou. O Senhor via em Abraão qualidades que eram superiores às suas fraquezas. E o patriarca precisava aprender a depender de Deus. As dificuldades e provações fizeram com que Abraão desenvolvesse uma intimidade maior com o Senhor. Abraão já havia experimentado alguns momentos de frustração e amargura que lhe fizeram avaliar melhor suas decisões para com Deus.

2. No limite da capacidade humana.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, declarou: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1 Co 10.13). A prova a que Abraão fora submetido fez com ele chegasse ao máximo da sua capacidade espiritual e emocional.

3. Um pedido difícil.
O pedido de Deus parecia ser ilógico, impróprio, irracional e impossível de ser aceito. Deus havia pedido, em holocausto, o seu único filho, "o filho da promessa". Tem-se a impressão de que Deus estava pedindo a devolução de algo que dera ao seu amigo. Abraão, entretanto, em momento algum se negou a obedecer a Deus. Quantas vezes, em meio às dificuldades e provações, dizemos para Deus que não podemos obedecê-lo, que não podemos suportar o que Ele nos pede. Deus não quer o nosso mal, pois nos prova para que o conheçamos melhor.

SÍNTESE DO TÓPICO I
É necessário ter fé para subir o monte do sacrifício.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
"A prova no limite da capacidade humana (1 Co 10.13)
Abraão chegou ao máximo de sua capacidade emocional e intelectual para aceitar o desafio que Deus lhe fizera. Foi-lhe pedido algo impossível mediante a lógica do propósito divino para sua vida. Deus lhe pediu em holocausto 'o filho da promessa'.

Além da relação espiritual da existência desse  filho, com a relação emocional familiar entre Abraão e Isaque e sua mãe, o velho Abraão não podia entender as razões de Deus. Era como se Deus estivesse pedindo devolução de algo que havia dado a Abraão. Isto se tornou um desafio a sua lógica, a sua racionalidade. Era, de fato, uma prova que superava todas as demais experimentadas pelo velho patriarca. Abraão pareceu chegar ao limiar da prova, do desânimo, da desistência. Na infinita sabedoria divina, somos conduzidos, às vezes, ao limite de nossa resistência para aprendermos a confiar no exaurível  poder de sustentação de Deus.

Quantas vezes confessamos nossas limitações e dizemos: 'Não posso mais!', 'Não aguento mais!', 'Estou sem forças para reagir!'. Então Deus entra em ação e suaviza o nosso sacrifício. Ele não deixa que nossas resistências estourem sem que saibamos que Ele nos prova para que o conheçamos melhor" (CABRAL, Elienai. Abraão: As experiências de nosso pai na fé. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 173-74).

II - PROVAÇÃO NO MONTE DO SACRIFÍCIO
1. Amor, obediência e fé no monte do sacrifício.
Esses três elementos eram a essência da prova a que Abraão estava sendo submetido. O primeiro elemento era o seu amor para com Deus. O Senhor queria provar se Ele estava em primeiro lugar no coração de Abraão.
Deus tem de estar em primeiro lugar em nossos corações. Abraão amava o seu filho Isaque, mas obedecendo a Deus, deixou claro que era o Senhor que ocupava o primeiro lugar em sua vida. O segundo elemento era a obediência. Abraão prontamente obedeceu ao pedido que o Senhor lhe fizera, mesmo não compreendendo o porquê de tal petição. O terceiro elemento envolvido nessa prova era a fé. Se antes, em algumas circunstâncias, Abraão vacilou, como no caso de ter um filho com Agar, agora, amadurecido pelas crises, ele confia plenamente em Deus. Abraão confiou que Deus seria capaz de operar um milagre.

2. O clímax da prova.
Depois de três dias de viagem, Abraão, Isaque e os moços que estavam com eles chegaram à terra de Moriá (Gn 22.4). Os dois moços ficaram ao pé do monte, e Abraão e seu filho tomaram a lenha e o cutelo e subiram ao monte do sacrifício (Gn 22.4-6). Na subida, o pai e o filho conversavam. Isaque não sabia como seria feito esse sacrifício, pois eles não tinham consigo um animal (um cordeiro) para o holocausto. Isaque perguntou ao seu pai: "[...] Onde está o cordeiro para o holocausto?" (Gn 22.7), e Abraão, de forma incisiva e confiante, respondeu: [...] "Deus proverá para si o cordeiro [...]" (Gn 22.8).

3. O momento decisivo da prova.
O caminho da obediência pode parecer o mais difícil, mas não impossível, porque Deus age no momento certo. O pai e o filho chegaram ao local do sacrifício. Abraão conhecia a fidelidade de Deus, e por isso não se desesperou. Isaque era um filho obediente, um menino de fé. Ele aceitou ser amarrado e colocado sobre a lenha. Abraão levantou o cutelo para imolar Isaque, mas o anjo do Senhor bradou forte e não deixou que ele o fizesse. Bem perto deles havia um cordeiro substituto. A intervenção divina na terra de Moriá (Gn 22.11,12) mostra que um dia, no Calvário, Jesus morreu em nosso lugar. Ele nos substituiu na cruz, morrendo por nossos pecados. Na verdade, Abraão viu, pela revelação da fé, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Todo crente é provado pelo Senhor no monte do sacrifício.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Moriá
Este termo se aplicava à região onde Abraão ofereceu Isaque (Gn 22.2), e ao local do Templo de Salomão (2 Cr 3.1). Alguns desafiaram esta identificação devido às variantes textuais em 2 Crônicas 3.1, e por causa de sua proximidade a Berseba. Entretanto, com um jumento carregado, Abraão poderia ter levado 3 dias para viajar 80 quilômetros de distância  até Moriá (Gn 22.4). Não há opositores e nenhuma razão adequada para se duvidar de que o monte Moriá (Gn 22.2), a eira de Araúna, o jebuseu (2 Sm 24.16), e o local do Templo de Salomão (2 Cr 3.1) sejam praticamente idênticos" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1307).
CONHEÇA MAIS
Cordeiro
"Por todo o Antigo Testamento, o cordeiro é tido como o animal preferido para o sacrifício. É o mais frequentemente  especificado na lei levítica do sacrifício. Assim, é apropriado que o inocente, inofensivo cordeiro seja o principal símbolo sacrificial do Antigo Testamento. Jesus, o inocente Cordeiro de Deus, ofereceu-se  como sacrifício por nós. Ele tomou nosso lugar, como o carneiro de Gênesis 22 tomou o lugar de Isaque. Através do seu sofrimento, o inocente Filho de Deus expiou nossos pecados e nos tornou limpos (Jo 1.29, 36; 1 Pe 1.19)." Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 38.

III - JESUS, O CORDEIRO DE DEUS NO MONTE DO SACRIFÍCIO
1. O sacrifício do Cordeiro de Deus (Jo 1.29).
O Deus que proveu um cordeiro para substituir Isaque no monte do sacrifício é o mesmo que enviou seu Filho para nos substituir na cruz do Calvário. Deus entregou seu Cordeiro, Jesus Cristo, para morrer por nós. O sacrifício de Jesus foi necessário para o perdão dos nossos pecados.

2. A reconciliação mediante o sacrifício do Cordeiro.
O sacrifico de Jesus nos reconciliou com Deus. O sacrifício de Jesus Cristo foi único e definitivo para a nossa reconciliação com Deus (Ef 2.16). Jesus, o Cordeiro de Deus, é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2). Sem Ele estaríamos perdidos, longe de Deus e condenados ao inferno. Temos um Criador que nos ama e que não negou dar o seu Unigênito para que tivéssemos a vida eterna.

3. A justificação mediante o Cordeiro de Deus.
Jesus, o Cordeiro de Deus, assumiu o castigo que era nosso. Ele tomou sobre si a nossa condenação. Na cruz, Cristo cumpriu a nossa pena, justificando-nos perante o Pai. Ele nos libertou da lei do pecado. Uma vez livres e justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus é o Cordeiro de Deus que foi imolado por nós no monte do sacrifício.

SUBSÍDIO BÍBLICO TEOLÓGICO
Deus proverá (Gn 22.8)
Deus proverá' (hb. Jeová-jiré), é uma expressão profética da providência divina de um sacrifício substituto, um carneiro (v. 13). O cumprimento pleno da declaração de Abraão realiza-se quando Deus provê seu Filho Unigênito para ser o sacrifício expiador no Calvário, para a redenção da humanidade. Daí, o próprio Pai celestial fez aquilo que ele determinou que Abraão fizesse (Jo 3.16).
Isaque era um jovem nessa ocasião, perfeitamente capaz de resistir a seu pai, se assim quisesse. Mas, em total submissão a Deus e obediência ao seu pai, permitiu ser amarrado e deitado sobre o altar, assim como Jesus foi voluntariamente até à cruz.
As Escrituras dizem que Abraão 'foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque' (Tg 2.21).  Isto é, a fé de Abraão manifestou-se em sincera obediência a Deus. O lado oculto da verdadeira fé salvadora, inevitavelmente se manifestará numa vida de obediência" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.64).

CONCLUSÃO
Creia que Deus provê todas as nossas necessidades, em qualquer hora e lugar, desde que estejamos dispostos a reconhecer sua soberania e suprema vontade. Aprendemos com Abraão que é perfeitamente possível viver uma vida em consonância com as exigências divinas.

PARA REFLETIR
A respeito da provisão de Deus no monte do sacrifício, responda:
1.Deus nos dá tentação além do que podemos suportar? Confirme a resposta com uma referência.
Não. O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios declarou: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1 Co 10.13).
2. O que Deus pediu a Abraão?
Deus pediu que ele sacrificasse seu único filho como oferta.
3.Quantos dias Abraão e Isaque tiveram que caminhar até chegar à terra de Moriá?
Acredita-se que eles caminharam durante três dias.
4. Qual a resposta de Abraão a Isaque quando perguntou a respeito do animal para o sacrifício?
"Deus proverá para si o cordeiro" (Gn 22.8).
5. Quem é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?
     Jesus Cristo.
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